terça-feira, 10 de maio de 2011

Tragédia da Matemática















Nas folhas de um livro de matemática, um quociente apaixonou-se doidamente por uma por uma incógnita. Ele, o quociente, produto notável de uma família de importantíssimo polinômio. Ela, simples incógnita de uma mesquita equação literal. Mas, como todos sabem, o amor vai do mais infinito ao menos infinito; o amor não tem limites, nem derivadas.
Foi numa maravilhosa noite de primeiro diedro de setembro que ele a encontrou. Ela, numa secção circular no meio de inequações, punha se em evidência no seu belo vestido “Linha de Trapézio “ .
Ele olhou – a do vértice à base; olhou – a de todos os ângulos agudos e obtusos, uma figura impar, olhar nombóide,boca trapezóide e corpo ortogonal.
Quem és tu? Perguntou com ânsia radical. Ela, com expressão algébrica de quem ama,respondeu decentemente sou a raiz quadrada da soma dos quadrados catetos, mas pode chamar-me de “Hipotenusa”.
Fez de sua vida uma paralela à dela, até que se encontraram no infinito. E se amaram ao quadrado da velocidade da luz, numa sexta potência, traçando ao setor do momento da paixão, retas, curvas e linhas cossenoidais, nos jardins da quarta dimensão.Ele a amava e a recíproca era verdadeira. E por um teorema anterior, concluímos que eles se adoravam numa proporção direta em todo o intervalo aberto da vida.
Finalmente resolveram se casar, ou seja, formar um lar, ou mais que um lar. Uma perpendicular. Convidaram para padrinhos o poliedro e a bissetriz e traçaram planos, equações e diagramas para o futuro, sonhando com a felicidade integral e diferencial.


Três quadrantes depois, quando ela estava com toda as coordenadas definidas, eles se casaram e tiveram uma secante e dois “ diametrozinhos” muito engraçadinhos.
Depois de casados, quanto mais se conheciam, descobriam que eram primos entre si. Ela já sofrido quatro operações e algumas simplificações, mas ainda continuava bela e esbelta. O amor entre eles crescia em P.G.
Eles eram felizes e tudo corria às mil maravilhas, até que um dia tudo virou monotonia. Foi ai que surgiu outro. Sim, ele o Maximo Divisor Comum (M.D.C ), freqüentador de círculos concêntricos viciosos.Ofereceu a ela uma grandeza absoluta e reduziu-a a simples denominador comum.
Ele, o quociente, consciente dessa regra de três, viu que não formava mais que um todo, uma unidade. Era o vértice do triangulo também chamado amoroso. E desse problema ela era simples e a mais ordinária das frações.
Foi então que o quociente resolveu determinar um ponto comum de descontinuidade na vida deles, o Maximo, e a dela o mínimo.
Numa noite de primeiro semiperiodo, quando encontrou os amantes em colóquio amoroso, ele em termo menor e ela em combinação linear, transformou-se num ponto de acumulação de raiva e vingança.
Pegou o 45, deu um giro de 20 graus e aplicou a solução trivial. Foi essa a condição necessária e suficiente para que os dois amantes passassem para o espaço imaginário, ele o quociente fosse para o intervalo fechado de onde só via a luz solar através de pequeninas malhas quadráticas, onde passou o resto de sua existência desgraçada e melancólica”.( Autoria de Marta A. Bérgamo,publicado em INFORMAT”, DAS INDUSTRIAS F. MATARAZZO).