domingo, 21 de março de 2010

UM GRANDE AMOR

Era uma vez uma ilha onde moravam os seguintes sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Vaidade, a Sa-bedoria, o Amor e outros.
Um dia, avisaram para os moradores dessa ilha que ela ia ser inundada.
Aproveitando, o Amor cuidou para que todos os sentimentos se salvassem. Ele então falou:
- Fujam todos, a ilha vai ser inundada.
Todos correram e pegaram seus barquinhos, para irem a um morro bem alto.
Só o Amor não se apressou, pois queria se certificar de que todos os sentimentos foram salvos.
Quando já estava se afogando, correu para pedir ajuda.
Estava passando a Riqueza e ele disse: “-Riqueza, leve-me com você!”.
Ela respondeu: “-Não posso, meu barco está cheio de ouro e prata – e você não vai caber.”
Passou então a Vaidade e ele pediu: “-Oh! Vaidade leve-me com você...” “-Não posso, vai sujar meu bar-co”. Logo atrás vinha a Tristeza: “–Tristeza, posso ir com você?” “-Ah! Amor estou tão triste que prefiro ir sozinha”.
Passou a Alegria, mas estava tão alegre que não ouviu o Amor chamar por ela.
Já desesperado, achando que ia ficar só, o Amor começou a chorar.
Então passou um barquinho, onde estava um velhinho, bem velhinho mesmo, e ele falou:
- Sobe Amor, que eu te levo.
O Amor ficou tão radiante de felicidade que até se esqueceu de perguntar o nome do velhinho.
Chegando ao morro alto onde estavam os sentimentos, ele perguntou à Sabedoria: “-Sabedoria, que era aquele velhinho que me trouxe aqui?” Ela respondeu: “O TEMPO”.
-O tempo? Mas, porque só o Tempo me trouxe aqui?
-Porque só o Tempo é capaz de entender um grande amor.

REFLEXÃO 2

Um belo dia de sol, Sr. Mário, um velho caminhoneiro chega em casa todo orgulhoso e chama a sua esposa para ver o lindo caminhão que comprara depois de longos e árduos 20 anos de traba-lho. Era o primeiro que conseguia comprar depois de tantos anos de sufoco e estrada. A partir daquele dia, finalmente seria seu próprio patrão. Ao chegar à porta de casa, encontra seu filhinho de seis anos, martelando alegremente a lataria do reluzente caminhão. Irado e aos berros pergunta o que o filho estava fazendo e, sem hesitar, completamente fora de si, martela impiedosamente as mãos do garoto, que se põe a chorar desesperadamente sem entender o que estava acontecendo. A mulher do caminhoneiro corre em socorro do filho, mas pouco pôde fazer. Chorando junto ao filho, consegue trazer o marido à realidade, e juntos levam o garoto ao hospital para cuidar dos ferimentos provocados. Passadas várias horas de cirurgia, o médico desconsolado e bastante abatido, chama os pais e informa que as dilacerações foram de tão grande extensão, que todos os dedos da criança tiveram que ser amputados. Porém, o menino era forte e resistia bem ao ato cirúrgico, devendo os pais aguardá-lo no quarto. Ao acordar, o menino ainda sonolento
esboçou um sorriso e disse ao pai: - Papai, me desculpe. Eu só queria consertar seu caminhão, como você me ensinou outro dia. Não fique bravo comigo. O pai, enternecido e profundamente arrependido, deu um forte abraço no filho e disse que aquilo não tinha mais importância. Não es-tava bravo e sim arrependido de ter sido tão duro com ele e que a lataria do caminhão não tinha estragado. Então o garoto com os olhos radiantes perguntou: - Quer dizer que não está mais bra-vo comigo? - É claro que não! – respondeu o pai.
Ao que o menino pergunta:
- Se estou perdoado papai, quando meus dedinhos vão nascer de novo?
Nos momentos de raiva cega, machucamos as pessoas que mais amamos, e muitas vezes não podemos “sarar” a ferida que deixamos.
Nos momentos de raiva, tente parar e pensar em suas atitudes, a fim de evitar que os danos se-ja irreversíveis.

REFLEXÃO

"É enfrentando as dificuldades que você fica forte.
É superando seus limites que você cresce.
É resolvendo problemas que você desenvolve a maturidade.
É desafiando o perigo que você descobre a coragem.
Arrisque e descobrirá como as pessoas crescem
quando exigem mais de si próprias.”
Roberto Shinyashiki